quinta-feira, maio 08, 2008

34 anos depois

Liberdade! Liberdade! Era o que se gritava à 34 anos nas ruas de Portugal. Uma grande euforia para acabar com a ditadura.
Os Capitães de Abril a quererem invadir as televisões, as rádios...
Com os cravos no cano das espingardas, acabar com a ditadura era o objectivo, sem recorrer a violência.
O objectivo fora concluido. Para alegria da população a ditadura acabara.
Como seria a nossa vida se a Revolução dos Cravos não tivesse acontecido?
Nada se podia fazer nem nada se podia dizer. Seria uma vida de medos e de incertezas constantes.
Hoje em dia, ninguém dá valor à liberdade que possui. é como se ela não existisse... Não ligam ao que dizem, ao que fazem, ao que pensam...
As novas gerações não fazem ideia do que era viver à 34 anos atrás, antes da grandiosa Revolução dos Cravos, do medo que as pessoas sentiam ao sair de casa com receio de serem levadas pela polícia política.
Agora não, seja de bom seja de mal diz-se tudo, quer afecte alguém ou não, quer seja indelicado ou não, é a liberdade de expressão.
Os Capitães de Abril fizeram de Portugal um país livre!

sexta-feira, abril 25, 2008

Fantasias em silêncio

Em todas as fantasias te tenho
em todas as fantasias te procuro
imagino tão bem o teu jeito
pensei tanto a tua presença
que é de amargas lágrimas que eu vivo
a perspectivar a tua rua
e ouço o rio e observo o mar
que te passou em altura
tanto tão distante tão natural
que o meu ser se altera
e completa o seu valor igual
num ser que já não é meu
num tempo que desvaneceu
onde um sorriso teu me procura
em todas as fantasias te tenho
em todas as fantasias te procuro

terça-feira, abril 22, 2008

A violência nas escolas

Que má educação!

Nos últimos tempos, comentários horrendos acerca dos jovens têm surgido. Dizem que a nossa geração é o futuro sem rumo. É certo que existem muitos jovens assim, com comportamentos inadequados. Jovens esses que nada valem. A má educação e a violência são o forte deles. A escola, para eles, é como se fosse um territorio. Um território de violencia e má educação. Não têm respeito pelos professores nem pelos próprios colegas. Nem os professores nem os próprios pais têm mão neles.
Sujam a reputação da geração futura e causam vários danos. Danos esses que podem ser fisicos e, até mentais.
A sociedade diz que a educação provém dos pais. Nem sempre é o que acontece, a internet também influência.
A escola não serve para educar mas sim para ensinar. Também não serve para lutar mas sim para conviver.
Estes adolescentes horriveis prejudicam as escolas do presente e futuro.

quarta-feira, março 12, 2008

A influência dos mass media na formatação da opinião pessoal
Viva da sua opiniao...

Eles estão em todo lado!
Os mass media têm tanta influência nas nossas vidas! Mas porquê? Porque é que tem de ser assim? Porque é que não lhes ligamos menos? Eles entram nas nossas casas através da televisão, dos jornais e das revistas e até entram pelo computador como se nada fosse e apoderam-se totalmente de nós.
Estes senhores da comunicação têm tanto efeito sobre nós que ficamos hipnotizados ao vê-los e ouvi-los. Tentamos, por vezes, parar, mas, dificilmente o conseguimos fazer. Porquê?
Muitas pessoas, principalmente as pessoas de idade mais avançada, consideram-nos como professores do dia-a-dia, que as informam sobre tudo e explicam o porquê de tudo. Não o deviam fazer. Estes senhores que dão a cara são apenas órgãos da comunicação social cujo seu objectivo é informar e entreter o espectador. Informam-nos acerca do que se passa no país e no mundo, na maior parte das vezes, só transmitem as coisas más.
Como têm muito apoio, por parte dos espectadores, relativamente ao que fazem, fazem mais e mais para não deixar os espectadores fugirem. Querem agarrar as pessoas fazendo com que fiquem nas suas mãos. Querem que o mundo gire em torno deles. Não querem ser esquecidos nem por instantes.
As pessoas já não vivem sem ver televisão, sem ir ao computador e em parte, a culpa é dos mass media que fazem de tudo para cativarem a nossa atenção.

Hoje em dia, vivemos à custa deles, o que eles transmitem, por vezes, nem é questionado. Ouvimos e pensamos logo que está certo. Formamos a nossa opnião a partir das informações obtidas da mensagem que nos é transmitida.

Tantas perguntas que se fazem e por vezes nao têm uma resposta plausível...
A influencia deles nas nossas vidas não devia ser tão grande mas, é cada vez maior...!

domingo, janeiro 27, 2008

O que é a poesia?
A poesia é utilizada para exprimir sentimentos, ideias e emoções. Recurso que ajuda a dizer os sentimentos e desejos mais profundos.
É o uso da nossa criatividade, das nossas emoções, dos nossos pensamentos... Do que nos vai na alma...
Ao escrever, viaja-se, mesmo sem sair do sitio. "Voa-se" para lugares maravilhos que só existem na nossa imaginação. É o acto de trabalhar as palavras, de fazer as pessoas sonharem ao ler os poemas.
Poesia é amar, sonhar, brincar...

quarta-feira, janeiro 23, 2008

O Amor
Tens liberdade de sonhar
e a alegria de amar,
É o teu sonho
Para um dia poderes contar.

Os ciumes que sentes são: uma etapa desse amor
Derivados, por vezes, de uma traição
Tudo junto resulta, numa enorme discussão
O que pode acabar com a vossa relação.

Mas que grande confusão,
O que te está a acontecer
Coisas do amor
Que mais cedo ou mais tarde, vão aparecer.

Florbela Espanca

Florbela Espanca, Poetisa portuguesa, nasceu a 08 de Dezembro de 1894 em Vila Viçosa (Alentejo). Filha ilegítima de João Maria Espanca e de Antónia da Conceição Lobo, que morrera muito nova. Foi registada como filha de pai desconhecido mas, foi o próprio pai que a educou com a ajuda da sua esposa, madrasta de Florbela, seu nome: Mariana Espanca. Seu pai, que sempre a acompanhou, só muitos anos depois, por altura da inauguração do seu busto, é que a tomou como filha. Florbela estudou no liceu de Évora, mas só depois de se casar, em 1913, com Alberto Moutinho, concluiu, o curso de Letras do Curso dos Liceus, isto em 1917. Em Outubro de 1917 matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Em Lisboa, esteve com outros poetas e com o grupo de mulheres escritoras que procuravam reconhecimento. Colaborou em jornais e revistas. Em 1919, quando frequentava o terceiro ano de Direito, publicou a sua primeira obra poética, Livro de Mágoas e, passados 2 anos, divorciou-se de Alberto Moutinho mas, voltou a casar, desta vez no Porto, com o oficial de artilharia António Guimarães. No mesmo ano, seu pai, divorciou-se. Em 1923, publicou o Livro de Sóror Saudade. Passados outros 2 anos, Florbela casou-se, pela terceira vez, desta vez, com o médico Mário Laje, em Matosinhos. Os casamentos falhados, as desilusões amorosas e a morte do irmão, Apeles Espanca, de quem gostava muito, marcaram profundamente a sua vida e obra. Em Dezembro de 1930, todos os problemas que passara fizeram com que ela tomasse a decisão de se suicidar.
Depois da sua morte, muitos dos seus sonetos, foram publicados.

Um dos mais conhecidos sonetos da poetisa:
Ser Poeta
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!